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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Pipridae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Ilicurinae
 Prum, 1992
Espécie: A. galeata

Nome Científico

Antilophia galeata
(Lichtenstein, 1823)

Nome em Inglês

Helmeted Manakin


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Helmeted Manakin

O soldadinho, também conhecido como tangará-rei ou tangará de chifre, pertence a um dos grupos mais coloridos de aves das matas brasileiras, os piprídeos. Várias espécies são da Amazônia e da Mata Atlântica. O soldadinho ocorre nas matas ciliares do Brasil central e nas matas da baixada pantaneiras. Ocorre também em buritizais ou em matas brejosas entre 500 e 1000m de altitude, por vezes, acompanhando bandos mistos. Ocorre do Maranhão, Piauí e Bahia a Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, oeste de Minas Gerais, oeste de São Paulo (de Pirassununga acima), Paraná, Paraguai e Bolívia.

Outros nomes comuns: Tangará-de-crista-vermelha, Tangará-chifrudo, Dançarino-de-crista-vermelha, Manaquim.

Etimologia: Antilophia - do grego antios = diferente + lophios = crista; galeata - do latim galeatus = protegido com capacete (galea = elmo, capacete).

O soldadinho-do-araripe é uma espécie de coloração adaptada aos ambientes claros e ensolarados do agreste nordestino, ou caatinga, que foi descoberta recentemente no Ceará.

Characteristics

Merde cerca de 14,5cm. Como na maioria das espécies da família, o macho se destaca da fêmea. Possui uma vasta crista vermelho vivo que vai do alto da cabeça até o meio das costas, com penas negras no restante do corpo. Sobre o bico, um tufo de penas mais compridas e dirigidas para a frente tem um formato marcante, originando o nome mais comum desta ave. A fêmea e o macho recém saído do ninho tem a plumagem de cor verde uniforme. O jovem macho leva três anos para adquirir a plumagem característica. Nesse período, podem ser observados machos com partes da plumagem colorida e o restante esverdeada.

Food

Esta espécie é altamente frugívora, especialista no tipo de tática de captura de frutos, com diferença entre os sexos apenas na altura de forrageamento. Alimentam-se também de pequenos insetos, capturados desde 1 metro do solo até a parte mais alta das árvores.

Breeding

O macho acasala-se com pelo menos uma fêmea e mantém-se no território de reprodução ao longo de todo o ciclo. Aparentemente a fêmea cuida da nidificação sozinha. O macho não tem qualquer envolvimento com o choco e o cuidado da prole. Os machos adultos são territoriais durante o ano todo, com territórios exclusivos defendidos com cantos e perseguições, afastando outros machos adultos em vôos de perseguição abaixo da copa. Constroem o ninho no formato de uma cesta que é afixada a uma forquilha. Põem 1 ou 2 ovos pardacentos. A incubação executada com dedicação pela mãe, é de 17 a 19 dias. Os filhotes recebem da mãe bagas e insetos, em parte regurgitados, em parte amassados em bolas; abandonam o ninho com 13 a 15 dias. Em certos locais da região Sudeste esta espécie cruza com Chiroxiphia caudata.

Habits

Vivem solitários, no máximo em casais no mesmo território, pouco associados. Canta o ano todo, ocasionalmente durante o período de muda, entre janeiro e maio. É um canto alegre, assobiado e chamativo, composto por cinco partes separadas. A primeira é uma nota separada das demais, curta e mais lenta. As outras vêm em sequência rápida. Na época reprodutiva, responde a imitações ou gravações de seu canto.

Distribution

References

Antas, Paulo de Tarso Zuquim e Palo Jr., Haroldo. Pantanal - Guia de Aves, Sesc.

Frisch, Johan Dalgas e Frisch, Christian Dalgas. Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem, 3a. edição.

Marini, Miguel Ângelo. 1989. Comportamento social de Antilophia galeata em mata de galeria do DF. Tese de Mestrado, Ecologia, Universidade de Brasília.

Sick, Helmut. Ornitologia Brasileira, Uma Introdução, 2a. Edição, Editora Universidade de Brasília.

Sigrist, Tomas. Aves do Brasil, Uma Visão Artística, 2a. edição, Avisbrasilis.